A Tuna das Canecas
www.tumacanenica.netDe caneca cheia e voz afinada,
canta a tuna de amores embriagada.
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Fingimento

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Lam
Na noite fria ao luar do verde Minho
Rem
Traz à janela o teu sorrir tão de mansinho
Sol
E esses teus olhos eu bem sinto quando passo
Do
São para mim o recordar de um eterno abraço

Mi
Eu bem temia
que o pior do que esquecer
Lam
Era a amargura de não mais te poder ver
Rem
Se eu soubesse que no céu do teu desejo
Mi
Estava escondida a inocência de um só beijo

La
Se até fingiste perceber que era saudade
Mi

A melodia que encantava a mocidade
Re

Perdeu-se o sonho que depressa se acabou
Mi

E uma lágrima que em meus olhos ficou

Se não soubesse agradecer todo o carinho
Que dediquei para depois ficar sozinho
Nunca pensei que algum dia tu também
Fosses pedir para viver o amor de alguém

Uma promessa, um sofrer nasce da ausência
Triste o viver que em mim se tornou penitência
Se foi pecado porque ainda não findou
Se foi um sonho porque é que não durou

Tanta pergunta e eu não sei que responder
Tanta inquietude, mas porquê tanto sofrer
Se não soubesse que em teu olhar me perdia
Num breve adeus da tua sombra fugiria

(Augustuna de Braga)

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